• Sergio Benchimol

Câncer no olho de crianças pequenas - Retinoblastoma




Câncer no olho de crianças pequenas: sintomas e tratamentos


Câncer no olho de crianças pequenas não é algo tão comum. É bem possível que, até há pouco tempo, você nunca tenha ouvido falar nisso.

Especialmente o retinoblastoma, um tipo raro, que em geral acomete pacientes com até 5 anos.


Mas o tema acaba de ganhar foco por conta do caso da Lua (1 ano e 3 meses), filha do apresentador Tiago Leifert e da jornalista Daiana Garbin.

O casal fez questão de comentar publicamente o assunto. E está prestando um serviço fundamental às famílias.


Retinoblastoma: tudo que você precisa saber sobre isso


Pegando carona nesse esforço de divulgação - tão importante para salvar vidas e preservar a visão -, a Clínica Benchimol decidiu preparar este artigo.


Até porque, quando um assunto desse começa a ter destaque, surgem informações de diferentes fontes. E muitas delas duvidosas.


Nessas horas, o principal é ouvir especialistas.


Continue lendo e veja: o que é o retinoblastoma, quais os sintomas, como fazer o diagnóstico, qual o tratamento e por que é recomendável levar o seu filho no primeiro de ano de vida ao oftalmologista. Mesmo que ele não tenha qualquer evidência desse tipo de câncer no olho.


Retinoblastoma: o que é?


Retinoblastoma é um tipo de câncer - um tumor maligno - que afeta um único olho ou os dois.


Ele se forma nas células da retina, que crescem desordenadamente, como resultado de uma mutação genética no cromossomo 13.


Pode ser congênito ou surgir no início da vida, normalmente até os 5 anos. E tem baixa incidência: no Brasil, costuma atingir 400 crianças por ano.


Quais os sintomas deste tipo de câncer no olho de crianças pequenas?


Os principais sintomas são:


• leucocoria: quando o olho não saudável é iluminado, aparece um reflexo branco amarelado brilhante bem semelhante ao dos olhos dos gatos à noite (fica mais fácil identificar na hora da foto com flash: no lugar da pupila avermelhada, ela fica esbranquiçada);

• redução da visão (às vezes até perda);

• dor e inchaço local;

• movimento irregular com os olhos;

• estrabismo;

• sensibilidade à luz; e

• deformação do globo ocular (que pode se apresentar maior do que o normal).


É muito importante que os pais - ou qualquer outra pessoa próxima aos pequenos - fiquem atentos. Afinal, muitas vezes a doença se manifesta antes que o paciente tenha aprendido a falar.


Especialmente nesses casos, uma dica, por exemplo, é observar se a criança está se virando de lado para olhar.


Quando fazer exames preventivos?


Como em todos os tipos de câncer, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

A investigação começa no Teste do Olhinho (ou Teste do Reflexo Vermelho) ainda na maternidade. E este exame deve ser repetido em mais ocasiões até os 5 anos.

Mas, essa avaliação sozinha ainda não é suficiente. Ela não detecta lesões pequenas e localizadas na periferia da retina. Ou seja, um bom resultado não exclui a presença do retinoblastoma.


Para um diagnóstico preciso, existem mais duas instruções.


1- Apesar de não ser obrigatório, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) orienta que você leve o seu filho - durante o primeiro ano de vida - para um exame abrangente no médico da especialidade. Mesmo que ele não apresente os sintomas listados acima.


Até porque essa é uma fase em que ele ainda não se expressa verbalmente e fica mais difícil você descobrir qualquer desconforto.


2- Além disso, entre 3 e 5 anos (idealmente aos 3), é indispensável que a criança seja submetida a um exame oftalmológico completo.


Retinoblastoma: mais dois pontos de atenção


• 40% dos casos de retinoblastoma são hereditários. Se na sua família existe histórico deste tipo de câncer, procure um especialista em doenças genéticas e dobre os cuidados.


• se o seu filho é prematuro, estrábico, tem alergia nos olhos ou qualquer outro problema visual, o acompanhamento oftalmológico deve ser mais frequente.


Retinoblastoma tem cura?


Sim, a boa notícia é que as taxas de cura do câncer no olho das crianças são bem grandes: superiores a 95%.


Mas, claro, elas variam para cima ou para baixo dependendo de:


• diagnóstico e tratamento precoces;

• tratamento adequado;

• tamanho e nível de disseminação do tumor primário;

• presença e localização de possíveis lesões metastáticas.


Como é o tratamento desse tipo de câncer nos olhos das crianças?


De acordo com o tamanho, a evolução e a localização do tumor, são indicados laserterapia, crioterapia, radioterapia e/ou quimioterapia. Todos eles têm apresentado ótimas respostas.


Outra informação otimista: quando necessária, a quimioterapia tem sido aplicada de forma intra-arterial. Diferente da versão tradicional, o remédio é injetado diretamente no vaso sanguíneo que irriga os olhos.


Com isso, a técnica traz muitas vantagens, como:


• maisprecisão no ataque às células cancerígenas;

• resultados com dosagens menores; e

• menos efeitos colaterais.


Apesar de todo o avanço, nos casos em que o diagnóstico do retinoblastoma é tardio, pode acontecer de a criança ter que fazer uma cirurgia para retirar o globo ocular.


Câncer no olho de crianças pequenas: ajude a disseminar informações como estas


Quando Tiago divulgou com a esposa a doença da filha, ele comentou o quanto queria ter sido alertado antes sobre os sintomas do retinoblastoma.


Foi por isso que ele e a Daiana decidiram criar esse movimento de conscientização. Para que outras famílias tenham a chance de descobrir o problema mais cedo. E aumentem as chances de cura.


E também é por isso que a Clínica Benchimol convida você a compartilhar este artigo com seus amigos e parentes. E nos colocamos à disposição para esclarecer qualquer questão sobre o assunto.


Escreva suas dúvidas abaixo nos comentários. Use nossas redes sociais. Entre em contato por telefone ou venha pessoalmente fazer uma visita.

Teremos imenso prazer em ajudar a propagar informações confiáveis. E colaborar com o sucesso dessa luta.


8 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo