• Sergio Benchimol

Tudo que o diabético precisa saber para evitar a cegueira pela retinopatia

Infelizmente não é mito que o diabetes pode provocar cegueira. A doença é a maior responsável pela perda de visão entre pessoas de 20 a 60 anos. Engana-se quem acha que só os idosos correm o risco.

Felizmente mais de 90% dos casos podem ser evitados de forma simples. Basicamente com o acompanhamento e o tratamento precoce da retinopatia diabética.

Continue lendo e saiba como prevenir.


Primeiro: o que é a retinopatia diabética?

Uma das maiores causas de cegueira irreversível em todo o mundo, a retinopatia diabética é um termo que engloba todos os problemas de retina provocados pelo diabetes.

Para facilitar, ela é dividida em dois grupos.


Retinopatia diabética não-proliferativa

É a mais comum. Os capilares, que são os vasos sanguíneos detrás dos olhos, incham e formam bolsas. Quanto mais vasos nesse estado, mais grave.

Em alguns casos, isso provoca um edema macular, que é quando as paredes dos capilares perdem o controle sobre a passagem de substâncias entre o sangue e a retina, fazendo com que o fluido vaze dentro da mácula (região central da retina). Como resultado, a visão embaça e pode ser 100% perdida.


Retinopatia diabética proliferativa

É mais séria e mais rara, afeta 5% dos diabéticos. Como ocorre? Os vasos sanguíneos se obstruem completamente e, com isso, não levam mais oxigênio para a retina, que pode morrer. Para compensar, surgem novos vasos, mas eles normalmente provocam complicações:

a) como são mais frágeis, corre o risco de haver vazamento, configurando um quadro de hemorragia vítrea; e

b) outro problema é quando eles formam uma espécie de cicatriz, que distorce a retina, levando ao seu descolamento ou ao glaucoma.


Quais os cuidados para evitar todos esses transtornos?

Por sorte, com um pouco de disciplina e cuidados simples é possível evitar o problema.

Veja o que não dá para deixar de fazer:

1) Manter um bom controle da glicemia.

2) Consultar o oftalmologista uma vez por ano, mesmo que não esteja com sintomas. Isso é fundamental porque a retinopatia diabética na maior parte das vezes é silenciosa: as queixas visuais só acontecem quando a retina já está profundamente danificada.

3) Observar sempre a pressão arterial e os níveis de colesterol e triglicerídeos. Eles também podem agravar o quadro.

4) Obviamente praticar atividades físicas é sempre recomendável. Até porque esse hábito faz diferença nos itens 1 e 3 acima.


Quando começar o seu acompanhamento oftalmológico?

· Se você tem diabetes tipo 1: pode começar após 5 anos de doença ou, no caso das crianças, depois da puberdade.

· Se você tem diabetes tipo 2: é importante iniciar o acompanhamento assim que fecha o diagnóstico de diabetes.

· Se tem lesões nos olhos ligadas ao diabetes ou se teve uma melhora rápida da glicemia depois de ter passado anos com a glicose alta: o cuidado e a frequência na visita médica são fundamentais.

· Se pretende engravidar e tem diabetes: é importante acompanhar antes da gestação e, depois, de três em três meses até o nascimento do bebê.


Prevenir vale mais...

Por fim, não custa lembrar que a prevenção é sempre o melhor remédio.

A gente aqui na Clínica Oftalmológica Benchimol está preparado e aparelhado com o que existe de mais avançado tanto para diagnóstico, quanto para tratamento.

Mas, quanto mais cedo a retinopatia diabética for descoberta, mais chances de sucesso, independentemente da terapia que escolhermos para utilizar.

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